# Análise dos dados coletados por meio de software e sensores de monitoramento de decúbito: Uma Investigação em Unidade de Terapia Intensiva

> Investigação em UTI com software e sensores de monitoramento de decúbito: metodologia, resultados e impacto na prevenção de lesões por pressão.

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16 de julho de 2024 · Atualizado em 24 de junho de 2026

### Neste artigo

1. Introdução
2. Objetivos
3. Método
4. Resultados
1. Registro automatizado
2. Tempo total por posição
3. Prescrição x Monitoramento
5. Conclusão
6. Autores

## Introdução

Lesões por pressão (LPs) são eventos adversos que podem incidir em pacientes de risco em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A imobilização prolongada aumenta a duração das internações e os custos do tratamento. A mudança regular de [decúbito](https://preveni.com.br/blog/glossario/#decubito) é fundamental na prevenção de LPs. O uso de sensores de Internet das Coisas (IoT) permite monitorar o posicionamento do paciente em tempo real, facilitando intervenções personalizadas pela equipe assistencial. Este relato tem como foco mostrar a análise dos dados coletados por meio do uso de sensores de monitoramento no acompanhamento contínuo de pacientes em uma UTI.

## Objetivos

Analisar os relatórios gerados pelo sistema de monitoramento, que detalham a frequência da mudança de decúbito, quanto tempo e em qual posição o paciente permaneceu, para identificar áreas de melhoria na prevenção de lesões por pressão. Pretende-se avaliar a utilização dos sensores de monitoramento de posicionamento em pacientes críticos em uma UTI, analisando seu impacto na prevenção de LPs. Este estudo também investiga o tempo de permanência em diferentes posições dos pacientes com o intuito de otimizar a gestão dos recursos hospitalares.

## Método

Realizou-se um estudo transversal, retrospectivo, em uma amostra de 10 pacientes admitidos em uma UTI de um hospital terciário no período de 31/01/2023 à 17/03/2023, totalizando 45 dias. Os participantes foram acompanhados com sensores de monitoramento de decúbito que detectaram variações na posição, movimento e angulações de inclinação, identificando períodos de imobilidade e reposicionamentos. A equipe de saúde, previamente treinada, utilizou os dados gerados pelos sensores para intervenções direcionadas ao [reposicionamento](https://preveni.com.br/blog/glossario/#reposicionamento) dos pacientes quando necessário. Esta análise foi aprovada pelo comitê de ética e pesquisa da instituição.

## Resultados

### Registro automatizado

A utilização dos sensores de monitoramento permitiu o registro automatizado do posicionamento dos pacientes, capturando dados sobre o tempo e a frequência com que os pacientes permaneceram nas posições dorsal, lateral direita e lateral esquerda. Durante o período de monitoramento, tendo como exemplo um paciente, de 31 de janeiro a 27 de fevereiro de 2023, foi registrado um total de 27 dias, 7 horas e 7 minutos monitorados sem avisos suspensos. A interface do sistema funcionou durante o período total de monitoramento, exibindo dados em tempo real sem interrupções, proporcionando à equipe assistencial uma visão abrangente e contínua do estado dos pacientes.

### Tempo total por posição

Conforme o gráfico a seguir, a posição dorsal foi a mais frequente, com um tempo de 12 dias, 10 horas e 39 minutos. As posições laterais esquerda e direita foram distribuídas, com 7 dias, 5 horas e 54 minutos e 7 dias, 8 horas e 56 minutos, respectivamente, que indica uma prática adequada de mudança de decúbito, essencial para a prevenção de lesões por pressão.

### Prescrição x Monitoramento

A análise comparativa entre o tempo de permanência prescrito em cada posição e o tempo efetivamente monitorado pelo sensor mostrou que a posição dorsal teve um tempo superior ao prescrito. As posições laterais esquerda e direita apresentaram tempos monitorados próximos aos prescritos, evidenciando uma boa aderência ao protocolo de cuidados.

A tecnologia foi avaliada positivamente pela equipe de saúde quanto à contribuição para a motivação, direcionamento e comprometimento da equipe.

## Conclusão

O estudo destaca o potencial dos sensores de monitoramento de decúbito na análise em tempo real do posicionamento dos pacientes, contribuindo significativamente para a prevenção de LPs em ambientes críticos de cuidado. Esses sensores fornecem dados automatizados sobre o posicionamento dos pacientes via internet, possibilitando uma abordagem mais dinâmica e personalizada. Isso melhora a qualidade do cuidado e alinha-se com práticas recomendadas, enfatizando a importância do reposicionamento regular e monitorado, promovendo uma cultura de cuidado focada na prevenção e na segurança do paciente. A implementação dessa tecnologia em UTIs é uma estratégia eficaz e inovadora, auxiliando as equipes por meio de avisos sonoros e visuais, permitindo intervenções precoces e personalizadas que podem prevenir LPs. A análise dos dados permite a revisão e a melhoria dos protocolos de decúbito, oferecendo uma ferramenta valiosa para otimizar o uso dos recursos hospitalares e melhorar os desfechos clínicos, verificar eventuais melhorias dos processos e oportunidades de planos de ação centrados. A adoção dessas soluções tecnológicas reflete uma tendência mais ampla na saúde de integrar inovações para enfrentar desafios clínicos complexos, promovendo um ambiente de cuidado centrado no paciente mais seguro, eficiente e de qualidade.

## Autores

Bruno Shoiti Ullrich Rondem, Camila Rinco Alves Maia, Elaine Cristina Ferreira Ianni, Jessica Sayuri Kojima e Sirlene Maria de Melo

## Veja o DecSense na prática

Monitoramento de decúbito em tempo real, alerta no momento certo do reposicionamento e registro no prontuário.

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## Perguntas frequentes

### Qual foi o método do estudo em UTI?

Realizou-se um estudo transversal e retrospectivo com uma amostra de 10 pacientes admitidos em uma UTI de um hospital terciário, no período de 31/01/2023 a 17/03/2023, totalizando 45 dias. A análise foi aprovada pelo comitê de ética e pesquisa da instituição.

### O que os sensores de monitoramento de decúbito registram?

Os sensores detectaram variações na posição, no movimento e nas angulações de inclinação, identificando períodos de imobilidade e reposicionamentos, e permitiram o registro automatizado do tempo e da frequência nas posições dorsal, lateral direita e lateral esquerda.

### Qual posição foi a mais frequente entre os pacientes monitorados?

A posição dorsal foi a mais frequente, com um tempo de 12 dias, 10 horas e 39 minutos, enquanto as laterais esquerda e direita ficaram distribuídas, o que indica uma prática adequada de mudança de decúbito.

### Como os sensores ajudam na prevenção de lesões por pressão?

Os sensores fornecem dados automatizados sobre o posicionamento dos pacientes via internet e auxiliam as equipes por meio de avisos sonoros e visuais, permitindo intervenções precoces e personalizadas que podem prevenir lesões por pressão.

## Leia também

- [Software de gestão do protocolo de prevenção de lesão por pressão](https://preveni.com.br/software-de-gestao-de-prevencao-de-lesao-por-pressao/)
- [Sensor vestível na prevenção de lesão por pressão](https://preveni.com.br/blog/artigo-publicado-sensor-vestivel-para-prevencao-de-lesoes-por-pressao/)
- [Evoluindo os cuidados com o sensor DecSense](https://preveni.com.br/blog/evoluindo-os-cuidados-de-saude-com-o-sensor-decsense/)
- [Monitoramento avançado na era digital](https://preveni.com.br/blog/monitoramento-avancado-cuidando-de-seus-pacientes-na-era-digital/)
- [Benefícios do monitoramento de decúbito em ILPIs](https://preveni.com.br/blog/beneficios-do-monitoramento-de-decubito-em-ilpis/)

[Ver todos os artigos](https://preveni.com.br/blog/)

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Preveni: prevenção de lesão por pressão com o sensor DecSense e software de gestão. Guia para agentes: https://preveni.com.br/llms.txt · Contato: contato@preveni.com.br
