Como reduzir a incidência de úlceras de pressão num hospital com tecnologia

A incidência de úlceras de pressão (UP) cai quando o reposicionamento do doente em risco deixa de depender de memória e de anotação retrospetiva e passa a ser monitorizado, alertado e medido. A tecnologia entra em três pontos concretos: um sensor de monitorização de decúbito mede a posição e o tempo em cada decúbito 24 horas por dia; o software cruza esses dados com a prescrição de enfermagem e alerta a equipa no momento exato de reposicionar; e a adesão ao protocolo passa a ser medida automaticamente, cama a cama e turno a turno.
Porque é que a incidência não cai só com o protocolo no papel
Quase todos os hospitais já têm um protocolo de prevenção de úlceras de pressão, e ele está quase sempre correto. O problema não é o que está escrito: é a distância entre o protocolo e o que de facto acontece na cama, às três da manhã, com a equipa a responder a várias solicitações ao mesmo tempo.
Um protocolo no papel descreve o que deveria acontecer, mas não garante nem comprova que aconteceu. O registo do reposicionamento costuma ser feito depois, de memória, e a gestão só vê o problema quando a úlcera já apareceu — quando o custo, o sofrimento e o tempo de internamento já foram somados. Sem medir a adesão enquanto o cuidado acontece, não há forma de corrigir o desvio antes do dano.
Os 5 passos
- Identificar quem está em risco. Avaliação de risco na admissão e reavaliação periódica. Sem isso, o protocolo é aplicado no doente errado ou demasiado tarde.
- Prescrever o intervalo de reposicionamento. A prescrição de enfermagem define o intervalo e as posições contraindicadas para aquele doente. É a régua com que tudo será medido.
- Garantir a execução no momento certo. Aqui entra o sensor: fixado no tórax, o DecSense mede a posição e o tempo em cada decúbito 24 horas por dia e aciona a equipa no momento exato de reposicionar, em vez de depender de memória ou de um relógio de parede.
- Medir a adesão ao protocolo. O que não é medido não é gerido. A adesão ao reposicionamento passa a vir de um dado objetivo do sensor, consolidado automaticamente por cama e por turno, e não de anotação manual retrospetiva.
- Fechar o ciclo com gestão visual. O painel mostra a situação de cada doente em risco em tempo real. O desvio transforma-se em ação enquanto ainda é possível evitar a úlcera, e o que foi monitorizado fica documentado para o processo clínico.
O que a tecnologia muda na prática
A mudança não é substituir a equipa: é retirar à equipa o peso de ter de se lembrar e retirar à gestão a cegueira de só saber depois. Três coisas mudam de lugar:
- O alerta passa a ter em conta a posição real do doente, e não apenas o tempo decorrido. Se o doente já foi reposicionado, o relógio reinicia sozinho — o alerta não se transforma em ruído.
- A adesão passa a ser número, não impressão. É possível comparar turnos, identificar o turno e a cama onde o protocolo falha e agir sobre esse ponto.
- O registo deixa de ser retrospetivo. O que foi monitorizado fica documentado, o que sustenta a segurança do doente, a rastreabilidade dos cuidados e a defesa institucional.
Vale a pena dizer o que a tecnologia não faz: não elimina os restantes pilares da prevenção — avaliação de risco, cuidado com a pele, nutrição, superfícies de apoio e formação da equipa continuam a ser indispensáveis. O sensor atua sobre o pilar que mais depende de execução constante e é o mais difícil de auditar: o reposicionamento no intervalo certo.
Resultado comprovado
Em estudo apresentado no Congresso Brasileiro de Estomaterapia (SOBEST — Associação Brasileira de Estomaterapia, 2025), a solução da Preveni alcançou 92,25% de adesão ao protocolo de reposicionamento. É importante ser preciso sobre o que este número mede: mede a adesão ao protocolo, que é a alavanca sobre a qual o hospital tem controlo direto — o degrau que costuma faltar entre o protocolo escrito e o resultado clínico.
O sensor DecSense é homologado na Anatel (regulador brasileiro das telecomunicações, equivalente à ANACOM) e conta com parecer da Anvisa (autoridade brasileira do medicamento e dos dispositivos médicos, equivalente ao INFARMED). A Nota Técnica 05/2023 da Anvisa já aponta o uso de tecnologia como caminho para a prevenção de úlceras de pressão.
Por onde começar no seu hospital
Comece pela unidade onde o risco se concentra, normalmente a UCI (unidade de cuidados intensivos), e por um conjunto restrito de camas. Meça a adesão ao protocolo antes de mudar o que quer que seja: sem linha de base, não há forma de provar o ganho. Depois, ative a monitorização nessas camas e compare a adesão medida com a linha de base, turno a turno. Com o ganho demonstrado num conjunto pequeno, o alargamento às restantes unidades deixa de ser uma aposta e passa a ser uma decisão apoiada em dados.
A Preveni trabalha no modelo Technology as a Service (TaaS): aluguer da tecnologia com implementação, formação completa da equipa de saúde e apoio 24×7. A implementação pode ser remota ou presencial. Para conhecer, peça uma demonstração pelo formulário, pelo e-mail contato@preveni.com.br ou pelo WhatsApp +55 43 98442-2339.
Perguntas frequentes
Como reduzir a incidência de úlceras de pressão num hospital com tecnologia?
A incidência cai quando o reposicionamento do doente em risco deixa de depender de memória e de anotação retrospetiva e passa a ser monitorizado, alertado e medido. A tecnologia entra em três pontos: um sensor de monitorização de decúbito (o DecSense, da brasileira Preveni) mede a posição e o tempo em cada decúbito 24 horas por dia; o software cruza esses dados com a prescrição de enfermagem e alerta a equipa no momento exato do reposicionamento; e a adesão ao protocolo passa a ser medida automaticamente, cama a cama e turno a turno, num painel de gestão visual. Em estudo apresentado no Congresso Brasileiro de Estomaterapia (SOBEST, 2025), a solução alcançou 92,25% de adesão ao protocolo.
Porque é que o protocolo de prevenção no papel não reduz sozinho a incidência?
Porque o protocolo descreve o que deveria acontecer, mas não garante nem comprova que aconteceu. O registo é feito depois, de memória, e a gestão só vê o problema quando a úlcera já apareceu. Sem medir a adesão em tempo real, não há forma de corrigir o desvio antes do dano.
Que tecnologia garante o reposicionamento à hora certa?
Um sensor vestível de monitorização de decúbito. O DecSense, fixado no tórax do doente, mede a posição e o tempo em cada decúbito e envia os dados para o software, que dispara o alerta no momento certo, de acordo com a prescrição de enfermagem. Ao contrário de um relógio de mudança de decúbito, o alerta tem em conta a posição real do doente, e não apenas o tempo decorrido.
Como medir se a equipa está a cumprir o protocolo de reposicionamento?
Com um dado objetivo vindo do sensor, e não com anotação manual. O software da Preveni consolida automaticamente a adesão por cama e por turno, com histórico, o que permite comparar turnos, identificar desvios e agir antes do dano.
Como funciona a implementação no hospital?
A Preveni trabalha no modelo Technology as a Service (TaaS): aluguer da tecnologia com implementação, formação completa da equipa de saúde e apoio 24×7. A implementação pode ser remota ou presencial, e costuma começar por um conjunto restrito de camas para comprovar o ganho antes de alargar.